O Visitante Indesejado

porta

Toc toc toc… alguém bate na porta de sua casa e você identifica que trata-se de um visitante indesejado, o qual você preferia não receber naquele momento. Para tentar se ver livre daquela situação você decide por não atender a porta. A campainha toca … você não atende… toca de novo… você não atende, começa a ficar cada vez mais ansioso e incomodado com aquela situação, até que, a campainha toca pela centésima vez e você percebe que o barulho da campainha tocando e o esforço para se ver livre em receber o visitante indesejado tem lhe trazido muito sofrimento e desgaste. Diante disso, decide atender a porta e recebê-lo… e então descobre que isso não foi tão difícil quanto parecia, que inclusive foi bem menos desgastante que as inúmeras tentativas de ignorá-lo. Leia mais

Sair do “modo automático” é essencial ao processo de mudança comportamental

pessoas-robos

A energia elétrica de sua casa acaba e mesmo assim você se pega tentando acender a lâmpada da sala. Isso já aconteceu com você? Acender uma lâmpada é um comportamento aprendido em experiências anteriores, no seguinte esquema: você está no escuro, pressiona o apagador e a luz acende. Apesar de se tratar de comportamento voluntário em que a pessoa escolhe entre realizá-lo ou não, pode acabar ocorrendo de forma automatizada devido as inúmeras vezes em que foi repetido e reforçado. Mas a situação agora é diferente, apesar de estar escuro existe a ausência da energia elétrica e é sabido que neste caso não se justifica o comportamento de tentar acender a lâmpada, já que ela não acenderá. Todavia, mesmo diante de uma nova situação, é possível que algumas pessoas tentem por repetidas vezes acender a lâmpada, ao invés de variar o comportamento, procurando uma vela ou uma lanterna para conseguir iluminar. Leia mais

Traumas: ela era capaz, mas não sentia que era

primeiro-passo

Gosto muito de observar crianças, pois sempre aprendo com elas. Há alguns dias, enquanto aguardava por atendimento médico, observava uma menina. Ela, com cerca de dezoito meses de vida, andava de um lado para outro, explorando todos os cantos daquela recepção, mas havia uma condição: ela precisava estar apoiada na parede, nas cadeiras ou mesmo em alguém.  O que me deixou curiosa foi o fato de que ela demonstrava muita expertise, algo incompatível para uma criança que ainda precisasse de algum suporte para caminhar. Comecei a brincar com ela entregando-lhe duas caixinhas de papelão que continham medicamentos dentro. Ela chacoalhava as caixinhas e sorria e, de repente, deu alguns passinhos sozinha enquanto segurava as caixinhas nas mãos. Naquele momento, não hesitei, perguntei para a mãe dela “Sua filha já levou algum tombo enquanto aprendia a andar no qual se machucou de forma mais grave?” A mãe explicou que sim, que há um tempo, a filha havia começado a dar os primeiros passos quando levou um tombo no qual cortou a boca e precisou de socorros médicos. Leia mais

Reprovação social na infância

crianca-menina-triste-chorando-tristeza-angustia-1319812727613_615x300

“Vovó, hoje fiz uma máscara de papel muito bonita e dei de presente para a amiguinha da minha sala. Sabe o que ela fez vovó? Ela amassou tudo, jogou no lixo e falou: Que máscara mais feia essa! ”  Foi assim que minha filha, hoje com seis anos de idade, relatou para minha mãe uma situação frustrante que ela viveu na escolinha dela. Permaneci calada para ouvir de que forma ela seria orientada, quando ouvi minha mãe dizer: ”Olha, que tal fazer máscaras para outros amiguinhos diferentes, pode ser que outro amigo goste das máscaras que você faz!” A criança então, já se mostrando afetada pela experiência negativa vivenciada, respondeu: “ Vovó, tenho medo de que nenhum amiguinho goste das minhas máscaras…” E a avó respondeu: “Ah… faz o seguinte, pare de fazer máscaras, não mexe com isso mais não, está bem!? ”

A situação descrita acima não é fictícia. Leia mais

Sobre quando erramos… tentando acertar

Mao18

Você já teve a sensação de cometer um erro tentando acertar? Eu já, e muitas pessoas já me relataram terem vivenciado situações nas quais erraram tentando acertar. Uma situação típica onde isso costuma acontecer é na educação dos filhos. Tem aquele pai que “mima” muito o filho e que explica que quando era criança sentia-se muito carente do afeto dos pais. Àquela mãe que é exageradamente rígida com a filha e justifica que foi educada dessa forma e que por isso “se tornou gente”. Olhando com cautela, entendemos que estes pais podem estar cometendo erros, mas de fato, estão tentando acertar. Leiamais

Emagrecimento: aceitar ou modificar o próprio corpo?

Pessoas que lidam com o processo de emagrecimento costumam passar pelo dilema citado no título deste texto: aceitar ou modificar o próprio corpo? Costumam ouvir diferentes tipos de conselhos, desde aqueles que dizem: “Você precisa parar de comer e fazer atividade física para emagrecer, isso é falta de motivação!”, até aqueles que dizem: “Imagina, você está com o corpo ótimo, não precisa emagrecer!”. Diante de conselhos aparentemente tão opostos, a ideia de aceitar o próprio corpo ou modificá-lo parecem não se encaixar, é como se uma coisa não tivesse absolutamente nada a ver com a outra. Leia mais

A Armadilha da Comparação

12998546_539830056194505_842512047218180017_n

“Luciene, quando eu fico assim, triste, eu costumo me comparar com pessoas que estão piores que eu, então costumo me sentir melhor.” E por me ver tão triste e desanimada diante de uma situação, uma amiga me aconselhou dessa forma. No momento em que ouvi aquele conselho, percebi algumas coisas: ela estava realmente preocupada em me ver triste; minha tristeza estava despertando um certo mal-estar nela também; no intuito de nos ajudar (digo nos ajudar porque o a essa altura o mal estar afetava a ambas) a lidar com aquele incômodo ela me deu um conselho embasada em sua experiência. Leia mais